OITO MILHÕES DE BRASILEIROS
DEIXARAM AS CLASSES D e E EM 2006
Pesquisa da financeira Cetelem, em parceria com a IPSOS, aponta migração social significativa, com mais de 10 milhões de brasileiros mudando de classes
São Paulo, 27 de março de 2007 – Mais de oito milhões de brasileiros migraram das classes DE para níveis mais altos de renda, em 2006. A classe AB recebeu seis milhões de pessoas. Essa mobilidade social foi responsável por uma mudança significativa na pirâmide social. Segundo os dados levantados pelo Observador – pesquisa anual realizada pela Cetelem, com o intuito de mapear o mercado nacional –, já se pode afirmar que a maior parte dos brasileiros pertence, agora, às classes média e altas: 54% da população figuram nos patamares AB e C em 2006, contra 49% em 2005.
O aumento de renda disponível (renda total, menos gastos essenciais) da população DE possibilitou que ela fechasse dezembro de 2006 no azul, ao contrário do que aconteceu em 2005. A região Nordeste destacou-se com crescimento de 38% de dinheiro disponível para consumo de bens e serviços considerados não-essenciais, como vestimentas, prestações de crediário e telefone fixo.
Com relação à renda familiar média, todas as regiões ganharam em 2006, quando comparadas a 2005. O Nordeste – que historicamente tem a menor renda nacional – apresentou crescimento de 12%. No Sudeste as duas rendas (familiar e disponível) também aumentaram, só que em ritmo menor do que no Nordeste: 8% de crescimento para a renda familiar média e 35% no caso da renda disponível.
Classes DE querem comprar mais
Com mais dinheiro em caixa, as aspirações de compra da população DE também mudaram. No fim de 2005, 25% desta classe tinha intenção de comprar eletrodoméstico – esta proporção aumentou para 32% no ano passado. Móveis tiveram trajetória semelhante no período. No total, de 12 itens pesquisados no Brasil todo, seis apresentaram crescimento de desejo de compra.
“Podemos perceber, com a pesquisa, que os desejos das classes DE têm incluído itens de preços mais altos e que não cabem em seus orçamentos mensais. Isso mostra uma forte disposição a fazer uso do crédito pessoal e do parcelamento”, afirma Franck Vignard-Rosez, diretor-executivo de desenvolvimento e marketing da Cetelem Brasil.
Sobre o Observador
O estudo, desenvolvido em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos, tem como objetivo mapear o mercado local, bem como aspectos da mobilidade social, apontando tendências. É composto por dois blocos principais de dados. A primeira parte, denominada Barômetro, traz informações sobre renda, população brasileira, pirâmide social, aspirações de consumo por classe, gastos, além de análises sobre as expectativas que os brasileiros nutrem sobre o país e de um capítulo dedicado ao Nordeste – território onde as melhoras de renda foram mais visíveis.
O segundo caderno, intitulado Varejo, traz uma pesquisa realizada por segmento de consumo, com o objetivo de identificar os motivos que levam o cliente a se decidir por uma loja ou outra, na hora da compra.
Os dados para a pesquisa foram coletados por meio de 1,2 mil entrevistas, pessoais e domiciliares, realizadas entre os dias 3 e 12 de dezembro de 2006. A amostra foi probabilística com cota, representativa do eleitorado brasileiro. As cotas de sexo, idade, educação, atividade econômica e região são baseadas em dados oficiais do IBGE (PNAD 2005 e TSE 2004).
Sobre a Cetelem
Fundada em 1953, a Cetelem integra o grupo financeiro francês BNP Paribas e é hoje o líder europeu em crédito ao consumo, além de ser referência para parcerias com comércio, bancos e seguradoras, companhias às quais empresta sua expertise na oferta de crédito ao consumo. Com mais de 30 milhões de clientes e 18,5 mil colaboradores, a Cetelem está presente em 26 países – na Europa, América Latina e Ásia.
Sobre a Cetelem Brasil
No Brasil desde 1999, a Cetelem é pioneira na oferta de cartões co-branded com o varejo, tendo estabelecido parcerias com mais de 70 redes no Brasil como, por exemplo, Fnac, Armarinhos Fernando, Fast Shop, Colombo, Telhanorte, Submarino, Kalunga e Casa & Vídeo, entre outras, agregando clientes de todas as classes sociais e contribuindo para a consolidação do crédito como uma ferramenta importante de fidelização e de gerenciamento do orçamento doméstico.
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